Ambiente festivo e novidades marcam inÃcio do ano letivo no Vitória
No ano em que completa quatro décadas de fundação, o Colégio Vitória, em Ilhéus, escolheu trabalhar a temática “O desafio da Interculturalidade na escola do século XXI” com todas as turmas, nas unidades Centro e Sul. Na essência, o tema destaca a diversidade cultural que se manifesta na sociedade em tempos atuais. “É importante essa convivência com a alteridade nos espaços escolares. Muito se fala de que a sociedade não é preconceituosa e de que convive muito bem com a diferença. Mas, na prática, isso não acontece”, analisa Ana Carolina Melo, diretora. “Por isso, pensamos e vivemos a escola como um espaço onde todas as diferenças - de aprendizagem, de cultura e de entendimento de mundo - devem conviver em harmonia. Devemos olhar e promover o respeito entre todos os grupos culturais, religiosos e étnicos”, completa.
Hoje, na abertura do ano letivo, os alunos encontraram algumas novidades nas salas de aula que ganharam denominação e batismo de produtos regionais a exemplo de Dendê e Côco (da Educação Infantil ao 5º. ano) e de artistas baianos como Caribé, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Betânia (do 6º. ano ao Terceirão). Ana Melo explica que a escola sempre teve reservas quanto ao sistema de classificação de turmas com o uso de letras A, B ou C. “Isso, de alguma forma, pode ser entendido como classificatório e a gente continuava dando nome de letra às turmas, como é tradição na Educação brasileira. Este ano, por mais difícil que seja sair da caixinha, do conforto de identificar turmas por letras e números, nossa equipe resolveu batizar as turmas com nomes de produtos e artistas da Bahia”.
Este ano, o Vitória também trabalha para consolidar uma prática diferenciada de fazer escola e de avaliar o aluno, destaca Ana Carolina Melo, ressaltando, ainda, que o trabalho transcende a sala de aula e envolve além de professores e estudantes, a família.
Projetos sociais e de sustentabilidade colocados em prática, em outros anos, terão continuidade e novos irão surgir. Convidado a trabalhar durante todo o ano letivo com desafios musicais e construção coletiva de composições artísticas, em parceria com os alunos, o músico Cijay foi integrado ao projeto macro. Ele desenvolve, há sete anos, um trabalho sociocultural em escolas públicas, levando músicas que revelam histórias do cotidiano da periferia. Para ele, a cultura das periferias sempre foi marginalizada.
“Iniciativas como esta ajudam a quebrar paradigmas sociais. A nossa cultura fala da realidade, das peculiaridades da periferia. A arte produzida na periferia, tem o seu valor, sua narrativa e importância”, assegura. Cijaw elogia a iniciativa do Colégio Vitória e diz que, desde cedo, as crianças precisam aprender sobre diversidade, sobre o respeito às diferenças. “Isso faz parte do convívio social, educa e forma cidadãos para o futuro”.
Terceirão
Se a festa teve início hoje (10) para a maior parte dos alunos, há uma semana (03) começou o ano letivo para o Terceirão. Na abertura, houve um bate-papo com o ex-aluno Ariston Cardoso Neto, pai da Escola, bacharel em Direito e pastor, sobre expectativas e perspectivas do jovem no mundo atual. “Vamos fazer um ano muito cultural, festivo, alegre, informativo, reafirmando a ideia de que somos um colégio que acolhe a todos. E vamos propor momentos interessantes durante todo o ano”, comemora Ana Melo.